Um dia de inverno na Praia do Calhau
- 3 de jul.
- 3 min de leitura
Rapel na pedra do Calhau
Domingo 28 de junho, ainda na primeira semana do inverno de 2026, retomamos nossas atividades de rapel, depois de quase um ano e meio sem praticá-la. Desde a fundação do Instituto WAF, houve um esforço muito grande na tentativa de se conseguir uma sede para a ONG. Fato esse que demandou tempo perdido em ações que não foram possiveis concretizar. Do sítio de Santo Amaro até o Recanto do Vô Nicolau, em Major Gercino, passaram catorze meses.
Mesmo não se realizando o intento, não foi tempo perdido, conseguimos contato com a comunidade Guarani de Major Gercino, marco importante para futuros projetos do IHMASC. Em Santo Amaro da Imperatriz, fizemos maravilhosos desbravamentos e descobrimos coisas importantes também; mas eu estava com saudades de uma confraternização como essa do dia 28.
Na véspera da atividade o tempo mudou, até sábado 27 de junho, prevaleceu um friozinho gostoso com dias iluminados por sol radiante. Mas as previsões de chuva começarama a preocupar -Três pessoas desistiram ainda no sábado - Mas já faz algum tempo que o cancelamento da atividade é feito apenas 1 ou 2 horas antes da hora marcada para o encontro. Isso porque a coisa mais dificil de acertar, aqui em Florianópolis, é a tal previsão de tempo. Tinhamos previsão de 20 % de chuva entre 6 e 8 horas da manhã. Depois entre 8 e 16 horas zero possibilidade. Resolvi então manter o evento, me preparando para caso chovesse - Pois foi uma sábia decisão!
Com as incerteza climáticas atrasamos um pouco o início da jornada. O dia não estava de cara alegre. Uma ventania do norte soprava com intensidade e em rajadas, um pouco frio. Chegamos no local do rapel - a Pedra do Calhau - Por Volta de 11 horas. Para quem pretendia encerrar as 15 horas, antes que houvesse possibilidade de chuva, parecia ser tarde demais. Não foi...
Dividimos a equipe: Parte montava a estrutura de rapel, outra parte montava uma tenda improvisada para servir de cozinha. Soraia já começou os preparativos para o lanche, Ellton chegou nesse momento, atrasou mas quase chega primeiro que nós. Quando tudo ficou pronto já passava das 13 horas. Lanchamos e fomos para a pedra ralar um pouco!

No mar, bem a nossa frente, um lobo marinho descansava sobre uma pedra, junto com algumas gaivotas. De vez em quando uma onda mais forte lhes perturbava as paz, mas pareciam não ligar pra nada.
Por volta das 15:30 horas o vento mudou... e a temperatura caiu bastante - ao invés de chuva um vento sul gelado começou a castigar. Achamos que era hora de começar os preparativos para a volta. Mais algumas descidas de rapel, capturamos as últimas cenas e fomos para a barraca para comomemor e confraternizar através de um capuccino preparado a capricho pela Soraia. O vento chacoalhava a lona. Nesse momento da confraternização já haviamos feito o recolhimento dos equipamentos, cordas estavam dobradas e as mochilas prontas para partir. Faltava só retirar a lona improvizada como cozinha. O vento sul castigava e dificultava dobrar a lona. Mas nada de chuva. Mais uma vez a previsão falhou!
Quando iniciamos a trilha de retorno já era quase 17 horas. Não choveu, mas por segurança vestimos capas de chuva para retornar. Acabou chovendo, mas já passava das 22 horas, se tivessemos ligado para a previsão perderiamos um belo dia! Foi bom demais e quem não veio perdeu!
Fiquem atentos dias 11 e 12 de julho tem mais. Desta vez vamos fazer um monitoramento de cavernas.

Comentários