O Fio de Ariadne (ou o Fio de Meiembipe; talvez: O Labirinto da Ilha)
- 9 de abr.
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Atualizado: 13 de abr.
Bom dia...
Ilha das névoas leves...
dos Morros que guardam antigos silêncios...
Onde a mata respira histórias -
E a pedra...
Ainda susurra Caminhos
Entre trilhas abertas...
E esquecidas -
Há um Labirinto que não é de muros -
Mas de descuidos,
De pressas,
De passos sem consciência.
Não há um único Minotauro.
Ele se esconde em muitos rostos:
Na erosão que sangra a encosta,
No lixo que cala o riacho,
Na trilha ferida pelo excesso.
Ainda assim...
Não estamos perdidos.
Há quem leve nas mãos
Um fio Invisível -
Feito de cuidado,
De conhecimento,
De vontade coletiva.
Esse fio não prende,
Não impõe,
Não domina,
Ele orienta.
É o gesto de quem marca a trilha;
Para que outros não se percam.
É a ponte simples sobre o banhado,
O respeito à nascente...
o olhar atento ao que resiste.
É a chamada dos Guardiões...
Não como heróis isolados,
Mas como comunidade desperta.
E assim, passo a passo,
Atravessamos o Labirinto do tempo -
Não para derrotar um monstro,
mas para reconciliar caminhos.
Que hoje...
Ao pisarmos na terra de Meiembipe,
Possamos lembrar:
O fio de Ariadne,
já está em nossas mãos...
Basta soltá-lo no labirinto.

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